quinta-feira, 16 de julho de 2009
Por meu amigo CAM...
Esperando
Sentado
Calado...
Estou sorrindo esperançoso como quem piamente acredita que vai dar certo
E sofre sorrindo
E dança morrendo
No chão uma poeira leve
Que apesar de ver os pés
Atrapalha os passos lentos
Dois pra lá...
Dois pra cá...
Parece que tropecei
Por favor, me ajuda a levantar?!
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Coração - Por mim... 1987
Bato insistentemente
Torno a bater
Nada!
Você, indiferente
Não ouve o meu chamado
Não quer atender
A porta que, tantas vezes,
Tentei abrir
Permanece fechada
Trancada
Sem ver que sofro
Sem querer me olhar...
Tens razão
É melhor que seja assim
Conserve a porta fechada
Sem nada alterar
Pois
Se esquecê-la aberta
Serei capaz de entrar!
terça-feira, 14 de julho de 2009
Aconteceu... Escrito por mim... Há muito tempo!
Ha muito tempo
Dormiu
Permaneceu calado
Fingia nada mais existir
E acreditei nessa mentira.
Aconteceu
Recentemente
Acordou
Gritou
Resolvi que te quero
Não vou mais fingir
Mas...
Para ter você
É preciso acreditar
Em mais uma
Mentira!
Quites - Escrito por mim... Nem lembro a data de tanto tempo que faz...
No que me dizes
Adoro imaginar
Que me ves
Quando me beijas
Adoro tentar
Ser sua inspiração
Mesmo ao saber
Que, pra você,
Sou mais alguém
Que esconde
A rebeldia de amar
O que dizes
O que ves
Quando me beijas
Sem saber
Que te uso
Enquanto me usas!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Escrito por Tia Nivia. Concordo!!!
Fala-se muito de acesso a deficientes, mas infelizmente não só os deficientes estão com dificuldades para se locomoverem nas vias públicas de Natal. Aos não deficientes também está sendo negado este direito.
A rua dos tororós, mais precisamente o trecho entre a rua Jairo Tinoco e a rua João Alves de Melo, é um verdadeiro abuso e falta de respeito pelo pedestre. Neste trecho, praticamente todas as calçadas que deveriam ser passagem de pedestre, estão transformadas em rampas. Na esquina da rua dos tororós com a rua João Alves de Melo, existe uma loja de carros onde a construção da rampa para a subida dos carros não deixou nem o meio-fio livre e a inclinação é tanta que o pedestre, se não quiser se arriscar a ser atropelado dividindo espaço com os carros pelo meio da rua, tem que se arriscar a prejudicar a sua saúde caminhando com um dos pés numa altura de vários centímetros de diferença do outro pé.
Daí surge as conseqüências: as dores, as consultas médica, os consultórios e postos de saúde superlotados, a necessidade de tratamentos de fisioterapia e muito mais.
Este é apenas um pequeno exemplo que não é só a saúde vai muito mal. Vai muito mal uma cadeia de procedimentos e falta de controle que torna todos os setores da sociedade muito mal.
Passo duas vezes por dia por este trecho da rua dos tororós, e já sinto as conseqüências desta caminhada irregular. Fico indignada, porque não vejo nada salutar pagar tratamentos e mais tratamentos de fisioterapia para corrigir um mal que simplesmente poderia ser evitado.
NIVIA FERNANDES
Natal, 11 de junho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Do Livro do Desassossego de Fernando Pessoa
Eu vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo,
Mas tudo ou sobrou ou foi pouco, não sei qual, e eu sofri
Eu vivi todos os pensamentos, todas as emoções, todos os gestos
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.
Amei e odiei como toda gente,
mas para toda gente isso foi normal e instintivo.
Para mim sempre foi a excessão,
o choque, a válvula, o escape.
Não sei se a vida é pouco ou demais pra mim.
Não sei se sinto demais ou de menos.
Mas seja como for, a vida,
de tão interessante que ela é a todos os momentos,
a vida chega a doer, a cortar, a roçar, a ranger,
a dar vontade de dar pulos, de ficar no chão,
de sair para fora de todas as portas, de todas as casas e ir ser selvagem, entre árvores e esquecimento.